O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficará sem mandato eletivo pela primeira vez em 24 anos a partir de fevereiro de 2027. Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado neste domingo (25), ele permanecerá no Senado até 31 de janeiro, quando termina o mandato conquistado em 2018.
Com 99,9% das urnas apuradas, Flávio recebeu 48,22% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 51,78% e garantiu um quarto mandato à frente da Presidência da República.
Ao disputar o Palácio do Planalto, Flávio deixou de concorrer à reeleição para o Senado. Com o resultado, será interrompida uma sequência de cinco mandatos consecutivos em cargos eletivos: quatro como deputado estadual no Rio de Janeiro e um como senador.
Trajetória política começou em 2003
Flávio Bolsonaro conquistou seu primeiro mandato em 2002 e assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no ano seguinte. Foi reeleito em 2006, 2010 e 2014, permanecendo no Legislativo estadual até chegar ao Senado Federal.
Em 2018, no mesmo pleito em que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), foi eleito presidente, Flávio tornou-se o senador mais votado do Rio de Janeiro, com 31,3% dos votos válidos. O mandato de oito anos começou em 1º de fevereiro de 2019.
A disputa presidencial de 2026 não foi sua primeira tentativa de chegar ao Executivo. Em 2016, ainda como deputado estadual, ele concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro, terminou em quarto lugar e não avançou ao segundo turno. Na ocasião, continuou exercendo o mandato na Alerj.
Senador contesta resultado da eleição
Após a derrota nas urnas, Flávio afirmou que não reconhece o resultado da eleição que confirmou a vitória de Lula. O senador também sinalizou que pretende questionar judicialmente o processo eleitoral.
Até o encerramento de seu mandato, em 31 de janeiro de 2027, ele continuará no exercício da função no Senado. A partir de fevereiro, deixará de ocupar um cargo eletivo pela primeira vez desde o início de sua trajetória política, em 2003.