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Geral

Golpe usa site falso do Gov.br para enganar apostadores com promessa de reembolso das bets

Um golpe virtual tem usado páginas falsas que imitam portais do governo para enganar pessoas com a promessa de reembolso de valores supostamente deixados em plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets. Os criminosos simulam sistemas oficiais, apresentam saldos fictícios vinculados ao CPF das vítimas e exigem pagamentos via Pix para liberar o dinheiro.

Uma das páginas identificadas utiliza o endereço brasilsembets.gov.br, que imita a identidade visual de um portal informativo sobre a devolução de recursos. Após inserir o CPF, o usuário visualiza valores que supostamente teria a receber. Para concluir o resgate, porém, o site exige o pagamento de uma taxa tributária inexistente.

Governo alerta para cobranças falsas

A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) informou que não recebeu denúncias sobre essa prática específica, mas reforçou que não há previsão de cobrança de taxas para devolver valores remanescentes aos apostadores.

Segundo a pasta, os cidadãos não devem fazer pagamentos nem fornecer dados pessoais ou bancários em resposta a mensagens, ligações ou páginas que solicitem esse tipo de cobrança. A secretaria informou ainda que a devolução dos valores remanescentes será realizada exclusivamente pela Caixa Econômica Federal.

Os meios de pagamento utilizados pelos golpistas são alvo de investigação. Quando identificadas, as contas financeiras vinculadas à fraude podem ser bloqueadas.

Sites clandestinos imitam casas de apostas

Além das falsas páginas de reembolso, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) alertou para a existência de plataformas clandestinas que copiam marcas e elementos visuais de empresas de apostas que já operaram legalmente no Brasil.

Uma forma de identificar possíveis irregularidades é observar o endereço eletrônico. No modelo regulado citado pelo instituto, as plataformas autorizadas utilizavam domínios terminados em “.bet.br”. Sites com terminações diferentes, como “.net”, “.com” e “.online”, exigem atenção e verificação da autorização antes de qualquer acesso ou transação.

Segundo o presidente do IBJR, Carlos Lima, essas páginas podem levar o consumidor a acreditar que está acessando uma empresa autorizada, quando, na realidade, se trata de um operador clandestino. Grupos de WhatsApp estão entre os canais usados para divulgar os endereços fraudulentos.

A Secretaria de Prêmios e Apostas informou que mais de 100 mil sites de apostas ilegais já haviam sido bloqueados. O trabalho envolve a identificação dos endereços pela equipe técnica da pasta e o encaminhamento à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), responsável por solicitar o bloqueio junto aos provedores de internet.

Como evitar cair no golpe

  • Não pague taxas antecipadas para liberar supostos reembolsos de apostas.
  • Desconfie de saldos inesperados exibidos após a consulta do CPF em páginas desconhecidas.
  • Confira o endereço eletrônico e verifique se o serviço é realmente oficial.
  • Não informe dados bancários ou pessoais em links recebidos por mensagens ou grupos.
  • Em caso de dúvida, procure os canais oficiais do governo ou da Caixa Econômica Federal antes de realizar qualquer transação.

A principal orientação é não realizar pagamentos para receber valores prometidos por sites de origem duvidosa. A cobrança via Pix para liberar um suposto reembolso é um sinal de alerta de possível fraude.

Curadoria JM

JM Direto ao Ponto

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