Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a imprensa americana por, segundo ele, não dar destaque à decisão de ampliar o horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, realizado no domingo (25).
Em publicação nas redes sociais, Trump Jr. afirmou que a reação da imprensa seria diferente caso a mesma medida tivesse sido adotada por um governo conservador.
“Se um governo conservador no Brasil fizesse isso, toda a grande imprensa americana ficaria indignada. Mas acho que estão simplesmente optando pelo silêncio porque tudo é em nome da causa”, escreveu.
Críticas começaram após publicação de advogado
A declaração foi feita em resposta a uma postagem de Martin De Luca, advogado de Donald Trump, que comentou o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar o horário de votação.
Na publicação, De Luca destacou que, no Brasil, cabe à Justiça Eleitoral tomar decisões relacionadas às eleições federais.
Ampliação do horário gerou controvérsia
No domingo (25), o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a ampliação do horário de votação em duas horas, após relatos de dificuldades no transporte público que poderiam prejudicar o deslocamento de eleitores.
A medida provocou críticas de aliados do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que questionaram os possíveis efeitos da decisão sobre o resultado eleitoral.
As manifestações de Trump Jr. ampliaram a repercussão internacional do episódio. A crítica à cobertura da imprensa americana, no entanto, representa a avaliação do próprio empresário e não comprova que veículos de comunicação tenham deliberadamente deixado de noticiar o assunto.